Ômicron: Como a nova variante pode afetar hospitais e impactar as equipes de saúde?
- Cognitiva Educação e Pesquisa
- 4 de fev. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de fev. de 2022
A variante Ômicron foi detectada pela primeira vez no começo de novembro do ultimo
ano, na África do Sul e desde então, os casos de Covid-19 registrados em todo o
mundo vem aumentado drasticamente, atingindo a marca de 3,6 milhões de
pessoas nas últimas 24hs (dia 12/01).

Apesar de a nova variante provocar sintomas mais leves, a OMS destaca que a mesma não deve ser considerada como “branda”, já que a variante pode levar uma pessoa contaminada à hospitalização e/ou à óbito, especialmente os não vacinados ou que não apresentam o esquema vacinal completo.
Segundo nota técnica emitida ontem pela Fiocruz, dia 12 de Janeiro de 2022, 1/3 das unidades federativas do SUS estão em alerta intermediário ou crítico devido ao aumento diário no número de infectados com ocupação de leitos hospitalares também em crescimento. O Painel do Conselho Nacional de Saúde – CONASS, alerta que as próximas semanas precisam ser monitoradas, pois o número de casos novos de Covid-19 pode atingir níveis muito mais elevados, pressionando a demanda por serviços de saúde.
Um dos maiores desafios que a nova onda de Covid-19 nos traz é a falta de
profissionais qualificados para atender a demanda de pessoas que buscam
atendimento, pois muitos profissionais estão afastados do trabalho pela doença,
ou exaustos em decorrência dos 2 últimos anos de trabalho extenuante de
pandemia. A carência de profissionais de saúde já é uma realidade no Brasil,
assim como acontece em outros países afetados pela variante Ômicron, como
revela pesquisa realizada esta semana pela Associação dos Hospitais Privados
de Saúde – ANAHP, que mostrou que 10% de afastamento por Covid-19 e/ou
Influenza. O mesmo ocorre na rede estadual de saúde de São Paulo, com 1.600
funcionários afastados. A substituição ou transferência de outros setores será a
alternativa imediata para atenuar a crise que se avizinha. A falta de enfermeiros
para atender pacientes com Covid-19 já vem sendo feita desde o início de 2021,
como mostra editorial do COFEn.
Os Conselhos de enfermagem alertam sobre a falta de profissionais de enfermagem, desde o início da pandemia.

Contudo, atuar na linha de frente na assistência de pacientes com doenças transmissíveis como a Covid-19 exige condições adequadas de equipamento e infraestrutura, mas fundamentalmente, conhecimento e habilidades específicas e emocionais dos profissionais.
Saiba como se preparar:
Pensando em atender a demanda de profissionais que querem se preparar para
serem linha de frente de doenças infecciosas emergentes, a Cognitivaeduca, em
parceria com o Prof. Dr. Cristiano Mendes Pinto, organizou o Curso de Extensão em
que tem como objetivo atualizar enfermeiros nos protocolos relacionados aos cuidados de enfermagem na assistência ao paciente sintomático de Covid-19, com destaque para a assistência de enfermagem no período de internação em UTI, assim como no período de reabilitação pós-Covid.
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